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domingo, 11 de junho de 2017

Roberto faz outro disco em espanhol com os músicos de projeto de 2015


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)







Sob a direção musical do guitarrista norte-americano Tim Mitchell, Roberto Carlos começou a gravar outro disco em espanhol direcionado para o mercado latino formado pelos países de língua hispânica. As gravações acontecem com vários músicos que participaram do anterior projeto do artista para o exterior, Primera fila (2015), CD e DVD gravados nos estúdios Abbey Road, em Londres (Inglaterra), mas também direcionado para o mercado latino hispânico.

O baterista Brendan Buckley, o baixista Eric Kertes, o guitarrista Grecco Burratto, o percussionista Richard Bravo, o violinista Pedro Alfonso e o tecladista Peter Wallace são os músicos que, sob a batuta de Tim Mitchell, participam das gravações deste próximo disco em espanhol do Rei. O disco vai ser lançado no segundo semestre deste ano de 2017.

(Crédito da imagem: Roberto Carlos na capa de EP lançado neste ano de 2017)


   





terça-feira, 30 de maio de 2017

Coletânea mapeia tempo de Belchior com gravação inédita e faixas raras


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)


(Crédito da imagem: capa da coletânea Belchior 70 anos – Pequeno mapa do tempo)


Idealizada para celebrar os 70 anos de vida festejados por Belchior (1946 – 2017) em 26 de outubro de 2016, a coletânea Belchior 70 anos – Pequeno mapa do tempo chega atrasada ao mercado fonográfico, em junho (dia 9 nas plataformas digitais e, a partir do dia 23, em CD), mas no timing perfeito para explorar a saudade que o Brasil já sente desse cantor e compositor cearense que saiu abruptamente de cena em 30 de abril.

Com repertório selecionado pelo jornalista Renato Vieira, produtor executivo do projeto, a primeira compilação póstuma de Belchior mapeia o tempo do artista através de 14 fonogramas. Entre sucessos como Medo de avião (Belchior, 1979), há cinco registros raros e uma gravação de Galos, noites e quintais (Belchior, 1974) que nunca foi lançada comercialmente e que, portanto, é inédita para o público. Essa gravação foi feita em 1976 sob a batuta do produtor Marco Mazzola para álbum exclusivamente promocional que celebrava a entrada da gravadora WEA no mercado do Brasil naquele ano (foi Mazzola que, logo após produzir o álbum de 1976 que fez Belchior ficar famoso, levou o cantor para a companhia fonográfica que se instalava no país).

Outra joia rara do repertório de Pequeno mapa do tempo é Meu nome é cem (Belchior e Rick), country gravado por Belchior (com produção de Guti Carvalho) para a coletânea promocional New super disc, lançada pela WEA em 1981. Esse fonograma nunca tinha sido incorporado à discografia de Belchior.

Raridades também são as duas gravações do compacto lançado pelo cantor em 1973, em edição da gravadora Chantecler. Esse compacto obscuro trouxe registros das músicas autorais A palo seco(composição apresentada em 1971, mas ouvida no compacto em gravação diferente da que seria comercializada no primeiro álbum de Belchior, lançado em 1974 pela gravadora Continental) e Sorry baby (música desconhecida até pela maioria dos fãs do artista).

A compilação Pequeno mapa do tempo também rebobina gravações menos ouvidas dos sucessos Apenas um rapaz latino americano (Belchior, 1976) e Como nossos pais (Belchior, 1976), ambas feitas para coletânea editada em 1981, quando Belchior já começou a evocar o passado de glória vivido ao longo dos anos 1970.














quarta-feira, 24 de maio de 2017

Flávio José, orgulho de ser nordestino


Fonte: Wikipedia
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)



FLÁVIO JOSÉ

Flávio José Marcelino Remígio nasceu em Monteiro, na Paraiba.
É um cantor, compositor e sanfoneiro brasileiro...

A sua trajetória artística como cantor começou aos 7 anos de idade, tendo como principais influências Luiz Gonzaga e Dominguinhos.







Flávio José também já dava suas primeiras notas no acordeão aos sete anos de idade. Tendo se consagrado como um dos maiores intérpretes de forró da região Nordeste do Brasil, dando um destaca particular e pessoal ao tradicional forró pé-de-serra nordestino.

Seus principais sucessos são "Caboclo Sonhador", "Tareco e Mariola" e "Caia Por Cima de Mim". 

O ídolo nordestino tem três filhos: Lara Amélia, Maike José e Flávio José Marcelino Júnior







BIOGRAFIA

A Carreira

Compositor, cantor e acordeonista paraibano, nascido em Monteiro, FLÁVIO JOSÉ MARCELINO REMÍGIO começou a cantar e tocar ainda na infância, influenciado por grandes nomes da música nordestina como Dominguinhos e Luiz Gonzaga. Ao longo de sua carreira profissional, iniciada nos anos 70, gravou diversos LPs e CDs, firmando-se como um dos grandes nomes do forró nordestino. 

" Descendente de uma família de músicos, na sua pequena Monteiro/PB, já aos 7 anos, este precoce artista fazia a sua iniciação no universo mágico das teclas. Aos 10 anos já tocava o seu pequeno fole de 24 baixos, animando as festinhas do lugar. Essas pequenas incursões festivas, foram o início da forja de um dos maiores ícones do Nordeste. 



 

FLÁVIO JOSÉ é um predestinado cantador do amor e contador das cousas e dos causos do seu universo. Um documentarista melodioso do seu tempo. Um caboclo sonhador que não se considera nem profeta nem tampouco visionário, mas um anunciador previsível quando reforça que o diário desse mundo tá na cara, só não enxerga quem fecha os olhos para não ver. 

Bom produtor tal e qual o bom jogador que conhece o jogo pela regra, FLÁVIO JOSÉ busca direcionar a sua produção confiante na sua sensibilidade artística e afinado unicamente com a cultura do seu povo, totalmente indiferente aos estratagemas ditados pelas indústrias de massa media.






A obra de FLÁVIO JOSÉ contrapõe-se abertamente ao jogo dessas indústrias culturais que fundamentadas em valores mercadológicos questionáveis, replicam em suas linhas de montagem um arremedo de forró, desfigurado, irreconhecível, totalmente destorcido, subjugado na essência por uma total inversão de valores.
Hoje, após 8 LPs, 17 CDs, milhares de shows e eventos, FLÁVIO JOSÉ possui uma carreira consolidada. Reverenciado como o Rei do Xote, permanece fiel ao estilo que abraçou, até os dias atuais. Essa fidelidade é retribuída pelo enorme carinho que lhe é devotado pelos inúmeros fãs. Para atendê-los, o artista promove em média 100 shows por ano."

O Intéprete.

FLÁVIO JOSÉ é um dos artistas mais autênticos da sua geração. Isso é fruto de sensibilidade, fidelidade, coerência e consistência artística representada pelo conjunto da sua obra. Um verdadeiro artesão do forró, matéria-prima da melhor tradição musical nordestina, forrozeiro com estilo personalíssimo de interpretar, consegue manter-se autêntico, atemporal e original, produzindo um forró diferenciado, ao mesmo tempo, chique e popular. 

Intérprete por excelência da boa música romântica do nordeste, FLÁVIO JOSÉ sempre valorizou seus parceiros, gravando com seus arranjos simples e diretos, sempre os melhores compositores da região. 

Sua estética vocal, não é uma técnica ou atitude estudada, é uma consequência natural do sentimento patente. FLÁVIO JOSÉ canta com a alma.

Seu canto brilha, pois suas raízes poéticas, musicais e etnológicas, são as mesmas do seu povo. 

fonte:(http://www.flaviojose.com.br)

FLÁVIO JOSÉ é um dos artistas mais autênticos da sua geração. Isso é fruto de sensibilidade, fidelidade, coerência e consistência artística representada pelo conjunto da sua obra. Um verdadeiro artesão do forró, matéria-prima da melhor tradição musical nordestina, forrozeiro com estilo personalíssimo de interpretar, consegue manter-se autêntico, atemporal e original, produzindo um forró diferenciado, ao mesmo tempo, chique e popular. Sua obra toca-nos o âmago, pela força de suas mensagens.

Intérprete por excelência da boa música romântica do nordeste, FLÁVIO JOSÉ sempre valorizou seus parceiros, gravando com seus arranjos simples e diretos, sempre os melhores compositores da região.

Sua estética vocal, não é uma técnica ou atitude estudada, é uma consequência natural do sentimento patente. FLÁVIO JOSÉ canta com a alma. Essa característica rendeu-lhe uma homenagem singela do cantor e amigo Nando Cordel que gosta de atribuir-lhe um epíteto: “Flávio tem uma lágrima na garganta”.

Voz afinada e possante, afiada e límpida, o tenor das caatingas tem tessitura e extensão de voz, incomuns, dotes que lhe permitem cantar sem o menor esforço, percorrendo de maneira confortável as melodias, com a mesma naturalidade com que manipula as notas do acordeom. Seu canto brilha, pois suas raízes poéticas, musicais e etnológicas, são as mesmas do seu povo.

Sucesso junto à elite tanto quanto nas camadas mais populares, alquimista cultural, musicalmente regional, sem ser sonoramente folclórico, FLÁVIO JOSÉ, há tempos, desfruta de enorme prestígio no cenário do forró brasileiro.

Apesar do perfil, no media que cultiva, trafega com desenvoltura e humildade entre o TOP e o POP do forró clássico nordestino. Assim FLÁVIO JOSÉ tornou-se um dos mais importantes ELOS da corrente musical que une os ídolos do presente, aos ícones de sempre.








Algumas músicas em destaque:

FILHO DO DONO (COMPOSIÇÃO DE: PETRÚCIO AMORIM)
TARECO E MARIOLA (COMPOSIÇÃO DE: PETRÚCIO AMORIM)
ESPUMAS AO VENTO (COMPOSIÇÃO DE: ACCIOLY NETO)
LEMBRANÇA DE UM BEIJO - SEGURA O CHORORÔ (COMPOSIÇÃO DE: ACCIOLY NETO)

FLÁVIO JOSÉ

* 01. Lembranças (Flavio José)
* 02. Só confio em tu (Flavio José)
* 03. Menina mansa (Flavio José)
* 04. Côco do teatá (Flavio José)
* 05. A procura de um amor (Flavio José)
* 06. Meu siriá (Ramos – Wilson Mor)
* 07. São João lá na Bahia (Flavio José)
* 08. A cachoeira (Paulo Romero)
* 09. Pedido a São João (Flavio José)
* 10. Seca nordestina (Flavio José)
* 11. Devolva (Flavio José)
* 12. São João no municipal (Flavio José)



Flávio José – Recado
Polydisc

01 Quando olho pra você (Flávio José – L. Betânia)
02 Raiz do coração (Cecéu)
03 Sanfoneiro bom (Carlinhos Coló – L. Betânia)
04 Recado (Walter Amaral – L. Betânia)
05 Flavinho no forró (Arlindo dos 8 baixos)
06 Não me deixe (Walter Amaral – L. Betânia)
07 Não podia ser melhor (Jotinha de Monteiro)
08 Cadê você (Walmar)
09 Sem vergonheira (Antonio Carlos – Jocafi)
10 Pout pourri

Vamos pular gente (Riachão)
São João é isso (Onildo Almeida)
São João sozinho (Cecéu)
Ordem de Santo Antônio (Assisão)
Tá, tá (João Silva – J.B. de Aquino)




Discografia

1977 - Só Confio em Tu (Vinil) Flávio José
1978 - Forró Quentura (Vinil)
1990 - Recado (Vinil)
1991 - Cheiro de Forró (Vinil)
1992 - Caboclo Sonhador
1993 - Terra Prometida
1994 - Nordestino Lutador
1995 - Tareco e Mariola
1996 - O Melhor de Flávio José
1996 - Filho do Dono
1997 - Sem Ferrolho e Sem Tramela
1998 - A Poeira e a Estrada
1999 - Sempre ao vivo
1999 - Pra Todo Mundo
2000 - Seu Olhar Não Mente
2001 - Me Diz Amor
2002 - Palavras ao Vento
2003 - Cidadão Comum
2003 - Acústico
2004 - Pra Amar e Ser Feliz
2005 - O Poeta Cantador
2006 - Tá Bom que Tá Danado
2007 - Brasil Popular (Luiz Gonzaga & Flávio José)
2008 - Dom Cristalino
2011 - Tá do jeito que eu queria
2013 - Canta Luiz Gonzaga
2014 - Turnê ao Vivo 2013
2015 - Toque o Pé





 Biografia de Flávio José

Com informações da Wikipédia





segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cauby Peixoto será homenageado na próxima edição do Mar de Culturas, no RJ


Fonte: G1.Globo.com (G1 Rio)
Foto: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)

Evento acontecerá nesta quinta-feira (25), em Niterói.
Evento terá classificação livre e entrada franca.


Cauby Peixoto
(Foto: ABBC Comunicação/Divulgação)
Um ano após sua morte, Cauby Peixoto será o homenageado da próxima edição do Mar de Culturas, que acontece na próxima quinta-feira (25), às 17h30 no Teatro Popular Oscar Niemeyer, em Niterói, cidade natal do artista.

O evento, que será gratuito e de classificação livre, contará com a participação musical de Agnaldo Timóteo, que lançou em abril o disco ‘Obrigado, Cauby’, e Adriana, Peixoto, sobrinha do homenageado, que está em turnê com o show em dedicado ao tio ‘Pra sempre Cauby’.

Além da atração musical, os artistas participarão, juntamente com Nelson Hoineff, jornalista, produtor e diretor do documentário ‘Cauby – Começaria tudo outra vez’, de uma iniciativa para resgatar momentos importantes da vida e da obra de Cauby, que será mediada pelo jornalista Fábio Júdice.

Serviço:

Mar de Culturas – Homenagem a Cauby Peixoto

Local: Teatro Popular Oscar Niemeyer (Rua Jornalista Rogério Coelho Neto s/nº - Centro de Niterói)

Data: 25/05, quinta-feira

Horário: 17h30 às 19h

Classificação livre

Gratuito

Saiba mais em rio.globo.com






sexta-feira, 19 de maio de 2017

Katy Perry lança 'Swish Swish', música em parceria com Nicki Minaj


Fonte: g1.globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)

Cantora usou suas redes sociais para falar sobre a nova faixa e a pré-venda de seu disco 'Witness'. Katy Perry (Foto: Reprodução). Por G1


Katy Perry usou suas contas no Instagram e no Twitter para anunciar duas novidades: a pré-venda de seu disco “Witness” e o lançamento da música “Swish Swish”, em parceria com Nicki Minaj.

A parceria entre a cantora pop e a rapper parece ter agradado os fãs, que logo apontaram a faixa como "melhor música do álbum".

No início da semana, Katy anunciou a chegada próxima de seu novo álbum. Além disso, a cantora também citou sua turnê. A estreia acontecerá no dia 7 de setembro, em Ohio, nos Estados Unidos. No mesmo mês, a cantora já tem outros seis shows agendados com o projeto "Witness". Na lista, que tem apresentações programadas até maio de 2018 ainda não há nenhuma agendada pelo Brasil.

Em fevereiro, Katy lançou a faixa "Chained to te rhythm", que mistura o pop da cantora com influência reggae e tem nos vocais a participação de Skip Marley, neto de Bob Marley.









quinta-feira, 18 de maio de 2017

O 28º 'Prêmio da Música Brasileira' celebra natureza camaleônica de Ney


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)




Um dos maiores cantores do Brasil e do mundo de todos os tempos, Ney Matogrosso é o homenageado da 28ª edição do Prêmio da Música Brasileira. O tributo está previsto para acontecer na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em julho deste ano de 2017 – um mês antes de o artista mato-grossense completar 76 anos de vida, em 1º de agosto, com vitalidade juvenil – em cerimônia dirigida por José Maurício Machline, criador do prêmio de maior repercussão no universo pop brasileiro.

Inclassificável pela própria natureza da voz de timbre único que tangencia o registro dos tenorinos com tessitura de contralto, Ney é dos raros cantores que conseguiu permanecer relevante em cena ao longo de cinco décadas. Tanto que o último show do artista, Atento aos sinais, em cartaz desde fevereiro de 2013, permanece em turnê nacional com casas cheias há mais de quatro anos. Um recorde na trajetória do intérprete.

Tem sido assim desde que essa voz afiada e afinada cruzou meteoricamente o Brasil em 1973 como integrante do trio Secos & Molhados, grupo do qual Ney saiu logo em 1974 para voar solo, sem rótulos e sem amarras. Facho andrógino de luz em período de trevas, o canto de Ney desconhece fronteiras estilísticas desde então. Com naturalidade, o camaleônico intérprete vai das melodias sentimentais do compositor dito erudito Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959) ao rock mais indie, passando pela vanguarda de Itamar Assumpção (1949 – 2003).

Avesso ao circo das badalações, Ney de Souza Pereira anda pelas ruas como cidadão comum, sem a fantasia e a máscara do palco. Mas esse homem comum se tornou uma das referências máximas do canto popular de um Brasil povoado por cantoras. Ney troca de pele a cada disco ou show, sempre se recusando a olhar a carreira pelo retrovisor.

Os espetáculos podem ser de natureza camerística ou de pegada roqueira, mas fogem do formato revisionista e sempre têm a atitude pop do artista, bicho homem de palco. Tanto que, embora tenha gravado grandes álbuns ao longo de discografia quase irretocável, Ney é mais celebrado popularmente pelos shows do que pelos discos. É no palco que o camaleão se movimenta com mais liberdade e com mise-en-scène sexualizada, inquietante, provocativa.

Por tudo isso, e por muito mais, Ney Matogrosso merece a homenagem que lhe será prestada no 28º Prêmio da Música Brasileira.

(Crédito da imagem: Ney Matogrosso em foto de Marcelo Faustini)







quarta-feira, 17 de maio de 2017

Padre Fábio de Melo clareia melodias, versos e mensagens em disco de MPB

Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Fotos: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação itinerante


  


Há dois anos, padre Fábio de Melo incursionou pelo universo da MPB em um dos melhores álbuns da discografia do religioso cantor mineiro, Deus no esconderijo do verso (2015). O recém-lançado álbum Clareou (Sony Music) segue pelo mesmo universo a reboque do mesmo produtor do disco anterior, o cearense José Milton, habitual piloto de álbuns de cantores como Fagner e Nana Caymmi. A diferença está no tom. Clareou é mais popular, vai mais direto ao ponto, tirando as mensagens do esconderijo dos versos.

No 20º álbum da discografia, padre Fábio se vale de letras positivistas de músicas de compositores populares – como Dudu Falcão, Elias Muniz, Frejat, Renato Teixeira e Serginho Meriti, entre outros nomes – para pregar o bem em sintonia com os valores cristãos. Nesse sentido, a sagaz regravação do hit viral Trem bala (Ana Vilela, 2016) – posto em trilho rural sob o toque do acordeom de Bebê Kramer – caracteriza bem o tom de Clareou, álbum arranjado à moda clássica pelos pianistas Cristóvão Bastos e Eduardo Souto Neto.

Canção de Elias Muniz que batizou álbum lançado em 2011 pelo cantor paulista Daniel, Pra ser feliz serve bem aos propósitos de Clareou na simplicidade da mensagem adornada com cordas de tom quase sentimental como o das cordas de Prece (Lilian, 2017). Até porque, em essência, o que Fábio de Melo faz neste bom disco é clarear melodias e versos providenciais para a pregação cristã.



Em que pese a recorrente opulência das cordas, sobressalentes em músicas como a balada Caminhos de mim (Dudu Falcão, 2014), os versos das canções estão em primeiro plano. Dentro dessa tradicional moldura musical na qual o produtor José Milton enquadra três inspiradas composições autorais de padre Fábio (Claro, Proteção e Regras da vida), o samba Clareou (Serginho Meriti e Rodrigo Leite, 2013) – lançado pela cantora paulista Paula Lima, mas popularizado nas vozes do cantores carioca Diogo Nogueira e Xande de Pilares – soa mais perto do centro de salão de câmara do que de animado fundo de quintal.

Já É (Marcelo Quintanilha, 2008) se embrenha pelo mundo musical rural e fica perto da nação nordestina, em trilha seguida por O poder mágico (Telo Borges e Salomão Borges, 2004), música mineira arranjada em cadência próxima do xote. Talvez por ser composição de universo mais pop, Amor pra recomeçar (Roberto Frejat, Maurício Barros e Mauro Santa Cecília, 2001) soa meio deslocada no universo do disco, embora também seja essencialmente uma música de melodia e letra pautadas pela simplicidade que guia o padre cantor no disco.



Com mais propriedade, Clareou ilumina a beleza do cancioneiro de Flavia Wenceslau (compositora paraibana já avalizada pela cantora baiana Maria Bethânia), de quem Fábio regrava Te desejo vida (2010). E, como no interior tem Deus (muito) mais do que na selva das cidades, a lembrança da toada Raízes (Renato Teixeira) arremata o disco no toque da viola de João Lyra, um dos músicos virtuosos arregimentados por José Milton para dar forma a este disco em que padre Fábio de Melo tira Deus do esconderijo do verso, celebrando 20 anos de carreira fonográfica com coerência e (certa) ousadia na escolha de repertório profano que propaga os sagrados valores do bem-viver. 

(Crédito da imagem: capa do álbum Clareou. Fábio de Melo em foto de Washington Possato)







terça-feira, 16 de maio de 2017

Gal anuncia para junho a gravação ao vivo de 'Estratosférica', show de 2015


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: g1.globo.com
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Salvador, BA (da redação Itinerante)




Se o disco em que a cantora baiana Gal Costa dá voz ao repertório do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914–1974) já parece difícil de ser viabilizado, o registro ao vivo do show Estratosférica (2015) está confirmado. Gal anunciou em rede social que a gravação do DVD será feita – enfim! – em 23 e 24 de junho deste ano de 2017 em apresentações agendadas na programação da casa Natura Musical, recém-aberta na cidade de São Paulo (SP).

O excelente show Estratosférica é baseado no homônimo álbum de estúdio lançado em maio de 2015. No roteiro original do show, cuja turnê estreou em setembro de 2015 em Salvador (BA), Gal alternou músicas do irretocável disco com composições como Acauã (Zé Dantas, 1952), Como dois e dois (Caetano Veloso, 1971), Namorinho de portão (Tom Zé, 1968), Os alquimistas estão chegando os alquimistas (Jorge Ben Jor, 1974), Pérola negra (Luiz Melodia, 1971) e Três da madrugada (Carlos Pinto e Torcuato Neto, 1973).

(Crédito da imagem: flyer da gravação do DVD Estratosférica, de Gal Costa)







domingo, 7 de maio de 2017

Gil grava samba com Harmonia e já faz disco autoral de músicas inéditas


Texto: Mauro Ferreira
Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)


(Crédito da imagem: foto do Facebook do grupo Harmonia do Samba)


O cantor Gilberto Gil está em plena atividade nos estúdios. Além de ter gravado participação no próximo disco do Harmonia do Samba, Ontem e hoje, cantando samba da terra natal com o grupo baiano, o artista começou a gravar neste mês de maio de 2017 um álbum autoral com músicas inéditas – o primeiro de Gil com músicas novas desde Banda larga cordel (2008), lançado há nove anos.

Produzido por Bem Gil, filho do cantor, compositor e músico baiano, o álbum vai trazer no repertório as composições que Gil vem fazendo e anunciando desde 2016, como Na real, Sereno e Sol de Maria da Dinda, além do samba Giro, entre outras músicas.







quinta-feira, 4 de maio de 2017

Quem é a compositora filha de brasileira que ajudou a criar o fenômeno ‘Despacito’?


Texto: Carol Prado
Fonte: G1.Globo.com
Foto: Reprodução
Edição e arte: Jorge Luiz da Silva
Serrinha, BA (da redação Itinerante)


A compositora panamenha Erika Ender
(Foto: Reprodução/Facebook/Erika Ender)


Erika Ender, que se refere ao país como sua segunda terra e já trabalhou com Leonardo, deu tom 'suave, suavecito' ao hit. Ela queria uma letra provocante, mas 'com classe'.


)


Se reparar direitinho, “Despacito” - a música mais falada (e ouvida) das últimas semanas - bem que poderia ser made in Brasil: tem a letra sensual, a melodia irresistível e a coreografia insinuante que o país sabe fazer bem. Não é. Mas, lá no fundo, há sim algo de verde e amarelo na composição.

Por trás do sucesso de Luis Fonsi, há o nome da panamenha Erika Ender, que costuma se referir ao Brasil como sua “segunda terra”. Filha de mãe brasileira e considerada uma das mais importantes compositoras de seu país, ela assina a criação ao lado do cantor portorriquenho.

“Nessa época em que vivemos tão apressados,
quem não reconhece a importância de desfrutar as coisas? Aproveite a vida como diz a música: 'pasito a pasito, suave, suavecito’.”

Na declaração acima, em uma entrevista à agência Efe, a artista filosofa sobre a letra da música, que ensina como conquistar uma garota “lentamente” (é isso que significa, afinal, o tal “despacito”).

No programa “Despierta América”, da TV americana, Fonsi contou que tinha em mente alguns versos e a melodia da música há dois anos. Ele se juntou à amiga em seu apartamento em Miami (o encontro foi registrado em vídeo, assista) e os dois, então, chegaram ao resultado final: um reggaeton pop com pegada urbana e trechos de hip hop.

O convite ao também portorriquenho Daddy Yankee veio mais tarde, porque Fonsi e Erika acharam que faltava à canção “um momento explosivo”. Mas a explosão aconteceu mesmo quando Justin Bieber decidiu surfar na onda do sucesso latino, em sua estreia cantando em espanhol. O remix com Fonsi, Yankee e Bieber foi decisivo para que o hit acumulasse números surpreendentes:

Mais de 1,6 milhão de cópias vendidas entre fevereiro e abril deste ano

Primeiro lugar mundial entre as mais tocadas no Spotify (marca inédita para uma música em espanhol)

Em 24 horas, mais de 20 milhões de vizualizações na publicação do remix com participação de Justin Bieber no YouTube

Quase 1,2 bilhão de visualizações no clipe oficial no YouTube

15 semanas (e contando) na lista das 100 músicas mais ouvidas da "Billboard"

"Eu sou do tipo que pensa que os limites só existem na mente e, durante toda a minha vida, quis trabalhar com artistas diferentes, independentemente de quaisquer fronteiras musicais, mas Justin Bieber foi uma surpresa, como foi também 'Despacito'", disse Erika à Efe.


Erika e Luis Fonsi, intérprete e também compositor de 'Despacito'
(Foto: Reprodução/Facebook/Erika Ender)


Sexy sem ser vulgar
No processo de criação da música, a compositora trabalhou principalmente na elaboração da letra, segundo contou à revista "Billboard". Foi ela quem deu o tom "suave, suavecito" à canção, que é sexy sem ser vulgar. Era o que Erika queria: versos provocantes, mas "com classe". Ou, como diz a letra, "malícia com delicadeza".

"Eu disse [a Fonsi]: 'Se vamos fazer algo com um apelo sexy, acho que precisamos ser responsáveis com uma boa letra'. Em seguida, a versão pop nasceu."

O próprio cantor buscou esse equilíbrio, ao se juntar à artista. Em uma entrevista à rede de TV americana Telemundo, ele explicou que prefere escrever com autoras, para balancear o teor das canções. "Me parece que a música fica mais redonda, tendo o ponto de vista do homem e da mulher. Especialmente porque 99% das minhas canções falam da mulher.”

Não é a primeira criação conjunta da dupla. Erika e Fonsi também são responsáveis por "Tentación", uma espécie de pop rock romântico lançado em 2014. Perto de "Despacito", porém, a música passou batida: foi lançada apenas na versão deluxe do álbum "8" do cantor e sequer ganhou um clipe.
Erika durante trabalho em estúdio nos EUA
(Foto: Reprodução/Facebook/Erika Ender)


)


Sertanejo no currículo

Em 25 anos de carreira, Erika ajudou a criar desde baladas como "Cinco minutos", umas das músicas mais famosas da mexicana Gloria Trevi, e "Candela", do portorriquenho Chayanne, a hits da salsa, entre eles "Me corta el alma", de Víctor Manuelle, também de Porto Rico. Arriscou-se ainda no sertanejo brasileiro, quando trabalhou com Leonardo em "Quero acender teu fogo".

A trajetória musical lhe rendeu prêmios no Grammy Latino e no Latin Billboard e uma posição na lista das 50 mulheres mais poderosas da América Central, segundo a revista "Forbes". Mas seu currículo vai além das composições: a artista também é uma personalidade da televisão hispânica, com participações em séries e reality shows.

Nada disso, porém, levou Erika tão longe quanto "Despacito". A música rodou o planeta e mudou a vida da compositora, que quer aproveitar o momento para ampliar as oportunidades além da América Latina. "Tenho tido contato com artistas que nunca trabalhei antes", contou à Efe. Em suas redes sociais, tomadas por postagens sobre o êxito do hit, ela faz questão de dizer que mais gente também lucrou com o fenômeno:

"É uma grande conquista, não só para aqueles que estão envolvidos na canção, mas para a música latina no mundo."